Divórcio Extrajudicial ou Judicial: Qual a Melhor Forma de Dar Entrada no Seu Divórcio?

Cristiana Gomes Ferreira
Cristiana Ferreira Sócio
Hoje 7 minutos de leitura
Divórcio Extrajudicial ou Judicial: Qual a Melhor Forma de Dar Entrada no Seu Divórcio?

Fonte: Freepik

Divórcio Extrajudicial ou Judicial: Qual a Melhor Forma de Dar Entrada no Seu Divórcio? 

Decidir pelo divórcio já é uma etapa difícil. Entender qual a melhor forma de dar entrada no processo pode parecer uma complicação a mais, mas é uma escolha estratégica que impacta diretamente o tempo, os custos e o desgaste emocional de todos os envolvidos. No Brasil, existem duas modalidades principais: o divórcio extrajudicial (em cartório) e o divórcio judicial (na justiça). 

Este artigo visa esclarecer as diferenças fundamentais entre essas duas formas, os requisitos para cada uma e como escolher a que melhor se adapta à sua situação. Com o apoio de uma advocacia familiar especializada, você poderá tomar a decisão mais acertada para concluir seu divórcio de forma eficiente e segura, seja ele mais rápido e amigável, seja exigindo uma intervenção judicial. 

  1. Divórcio: Caminhos e Decisões Iniciais

O processo de divórcio encerra o vínculo matrimonial. A escolha da modalidade é o primeiro grande passo após a decisão pela separação. Entender as condições para cada tipo é crucial. 

  1. Divórcio Extrajudicial: A Opção Mais Rápida e Menos Conflituosa

O divórcio extrajudicial é a modalidade mais célere e menos burocrática, realizada diretamente em cartório. 

Requisitos para o Divórcio Extrajudicial: 

  • Consenso: É indispensável que os cônjuges estejam de acordo com todos os termos do divórcio, incluindo partilha de bens, pensão alimentícia entre si e, se houver, a alteração de sobrenome. 
  • Advogado: A presença de um advogado de família é obrigatória para cada parte ou um advogado comum para ambos os cônjuges. Ele irá garantir que os direitos de ambos sejam respeitados e que a documentação esteja em ordem. 

Vantagens do Divórcio Extrajudicial: 

  • Rapidez: Pode ser finalizado em questão de dias ou semanas. 
  • Menos Custos: Geralmente, envolve menos despesas com taxas e honorários advocatícios (comparado a um processo judicial longo). 
  • Menos Desgaste Emocional: A ausência de litígio reduz o estresse e a confrontação. 
  • Flexibilidade: Permite maior liberdade para negociar os termos da separação. 
  1. Divórcio Judicial: Quando a Intervenção da Justiça é Necessária

O divórcio judicial é a modalidade que tramita perante o Poder Judiciário. Pode ser consensual ou litigioso. 

Requisitos para o Divórcio Judicial: 

  • Filhos Menores ou Incapazes: A existência de filhos menores ou incapazes torna obrigatório que, antes da análise de questões conjugais (como partilha de bens) em tabelionato, haja decisão judicial sobre as questões envolvendo os menores, mesmo que os pais estejam em consenso. Nesses casos, o Ministério Público atua para fiscalizar os acordos relacionados aos filhos, como guarda, regime de convivência e pensão alimentícia. 
  • Ausência de Consenso (Divórcio Litigioso): Se os cônjuges não conseguem concordar sobre a partilha de bens, pensão alimentícia, guarda e convivência dos filhos, o divórcio será litigioso e obrigatoriamente judicial. 

Vantagens do Divórcio Judicial (Consensual): 

  • Proteção aos Filhos: Garante a supervisão judicial dos acordos em benefício dos menores. 
  • Legalidade: Homologa os acordos com chancela judicial, dando-lhes força de lei. 

Desvantagens do Divórcio Judicial (Litigioso): 

  • Lentidão: Processos litigiosos podem durar anos. 
  • Maiores Custos: Honorários e taxas processuais podem ser mais elevados devido à complexidade e duração. 
  • Maior Desgaste Emocional: A confrontação e o tempo de espera aumentam o sofrimento de todos, como já abordamos aqui
  1. Divórcio Consensual vs. Divórcio Litigioso: A Escolha

A distinção fundamental é o consenso. Se há acordo total sobre todos os pontos (fim do vínculo, partilha, filhos, pensão), mesmo com filhos menores, o processo é judicial, mas segue o rito consensual, sendo mais rápido que o litigioso. Se não há acordo, ele se torna litigioso. Entender o Divórcio Consensual: Como Funciona e Quando É a Melhor Opção? é essencial para avaliar essa possibilidade. Caso o consenso seja inviável, será preciso Como se Preparar para um Divórcio Litigioso e Evitar Complicações?. 

  1. Documentos Comuns para Ambos os Tipos de Divórcio

Para dar entrada no divórcio, seja ele extrajudicial ou judicial, você precisará reunir: 

  • Certidão de casamento. 
  • RG e CPF dos cônjuges. 
  • Comprovante de residência dos cônjuges. 
  • Certidão de nascimento dos filhos (se houver). 
  • Documentos de bens (imóveis, veículos, contas bancárias, investimentos, contratos sociais de empresas), que serão usados para Como Dividir os Bens na Dissolução de União Estável? {target="_blank"} ou casamento. 
  • Comprovantes de dívidas. 
  1. O Papel Essencial da Advocacia Familiar

A escolha do advogado de família é a decisão mais importante em qualquer processo de divórcio. Ele irá: 

  • Orientar sobre a Melhor Modalidade: Avaliar seu caso e indicar se o divórcio extrajudicial ou judicial é a opção mais adequada. 
  • Negociar Acordos: Tentar construir um consenso com a outra parte, buscando a via extrajudicial sempre que possível. 
  • Elaborar a Documentação: Redigir petições, acordos, escrituras públicas, garantindo a legalidade e a proteção dos seus direitos. 
  • Representar em Juízo: Defender seus interesses no processo judicial, seja ele consensual ou litigioso. 

Para entender a relevância desse suporte, clique aqui. 

A decisão sobre qual a melhor forma de dar entrada no divórcio é pessoal e depende das particularidades de cada casal, especialmente se há consenso e filhos menores. Optar pelo divórcio extrajudicial pode ser um caminho mais rápido e pacífico, enquanto o divórcio judicial garante a proteção dos interesses dos filhos e a resolução de conflitos. Em ambas as situações, a presença de um advogado de família é não apenas obrigatória, mas fundamental para garantir que seus direitos sejam preservados e que o processo transcorra com a maior tranquilidade possível. 

A Dra. Cristiana Gomes Ferreira, doutora e mestre em Direito de Família e Sucessões, possui vasta experiência em todas as modalidades de divórcio, atuando para que seus clientes encontrem a solução mais adequada e menos dolorosa para o fim de seu casamento. 

Se você está pensando em dar entrada no divórcio e precisa de orientação sobre a melhor modalidade, um advogado especializado em advocacia familiar pode fazer toda a diferença. Para um atendimento especializado e para saber como um advogado pode facilitar questões pessoais e patrimoniais, visite nosso site e agende uma consulta. 

Disclaimer Jurídico: 

As informações contidas neste blog post são de caráter meramente informativo e educacional. Elas não substituem a consulta a um profissional de direito qualificado, que poderá analisar seu caso específico e oferecer o aconselhamento jurídico adequado. Para questões relacionadas a divórcio extrajudicial, divórcio judicial, como dar entrada no divórcio e direito de família, recomendamos sempre buscar a assessoria de um advogado de família. 

 

Advocacia Online e Digital
Acessível de todo o Brasil, onde quer que você esteja.

Enviar consulta

A qualquer hora, em qualquer lugar: nossa equipe está pronta para atender você com excelência.

Continue lendo: artigos relacionados

Fique por dentro das nossas novidades.

Acompanhe nosso blog e nossas redes sociais.

1
Atendimento via Whatsapp
Olá, qual seu problema jurídico?
Garrastazu Advogados
Garrastazu Advogados
Respondemos em alguns minutos.
Atendimento via Whatsapp
Sucesso!
Lorem ipsum dolor sit amet

Pensamos na sua privacidade

Usamos cookies para que sua experiência seja melhor. Ao continuar navegando você de acordo com os termos.

Aceito
Garrastazu

Aguarde

Estamos enviando sua solicitação...